Atletas do Instituto Mara Gabrilli conquistam pódios no Campeonato Brasileiro de Paratriatlhon

por | 8 ago, 2017 | News

No domingo (29/10), a cidade de Criciúma, em Santa Catarina, foi palco da 2ª etapa do Campeonato Brasileiro de Paratriatlhon. A disputa contou com paratletas cadeirantes, deficientes visuais, amputados e com paralisia cerebral. Todos disputaram as primeiras colocações entre as seis categorias da modalidade. Os triatletas do Instituto Mara Gabrilli subiram ao pódio e garantiram três importantes vitórias.

Um dos veteranos do IMG,  Edson Dantas, que está no esporte há quase 20 anos, conquistou o bronze na categoria PT4, onde competem atletas com deficiências moderadas.  Já, Hélio Silva, conquistou o bronze na categoria PT5, onde disputam atletas com deficiências leves.

Também veterano, Sergio Silva não deixou a desejar e garantiu o terceiro lugar na competição disputando pela categoria PTS5. Ele ainda garantiu o segundo lugar no ranking geral da disputa.

No Paratriathlon, os atletas nadam 750 m, pedalam 20 km com handbikes (bicicleta para cadeirantes que se pedala com as mãos) ou tandem bike (bicicleta dupla para deficientes visuais) e mais 5 km de corrida, onde cadeirantes e paratletas com prótese/órtose usam cadeiras de corrida, dependendo da sua deficiência.


Entenda as categorias do Paratriathlon

– PTHC: Usuários de cadeira de rodas. 

Os atletas devem usar uma handcycle no percurso do ciclismo e uma cadeira de rodas de corrida no segmento de corrida. Existem duas sub-classes, H1 (Mais prejudicada) e H2 (menos prejudicada);
Esses comprometimentos, entre outros, podem ser: carência de força muscular, deficiência nos membros, hipertonia, ataxia ou atetose. Condições de saúde comuns são as lesões da medula espinhal. Amputados acima do joelho e paralisia cerebral grave.
Para se enquadrar nessa categoria, os atletas devem ter uma pontuação de até 640,0 pontos na avaliação de classificação.

– PTS2: Deficiências graves. 
Inclui atletas com comprometimentos como: deficiência nos membros, hipertonia, ataxia e/ou atetose, carência de força muscular e amplitude de movimentos diminuída, entre outros. As condições de saúde comuns podem incluir: plexo braquial completo, amputado acima do cotovelo, dupla amputação abaixo do joelho e paralisia cerebral severa.
Nas etapas de ciclismo e corrida, atletas amputados podem utilizar próteses ou outros dispositivos de apoio aprovados.
Para se enquadrar nessa categoria, os atletas devem ter uma pontuação de até 909,9 pontos na avaliação de classificação.

– PTS3: Deficiências significativas. 
Inclui atletas com comprometimentos como: deficiência nos membros, hipertonia, ataxia e/ou atetose, carência de força muscular e amplitude de movimentos diminuída, entre outros. As condições de saúde comuns podem incluir: plexo braquial completo, amputado acima do cotovelo, dupla amputação abaixo do joelho e paralisia cerebral leve.
Nas etapas de ciclismo e corrida, atletas amputados podem utilizar próteses ou outros dispositivos de apoio aprovados.
A diferença em relação à categoria PTS2, é que na PTS3 se enquadram os atletas que obtiverem uma pontuação entre 910,0 e 979,9 pontos na avaliação de classificação.

– PTS4: Deficiências moderadas. 
Inclui atletas com comprometimentos como: deficiência nos membros, hipertonia, ataxia e/ou atetose, carência de força muscular e amplitude de movimentos diminuída, entre outros.
As condições de saúde comuns podem incluir amputado abaixo joelho, amputado abaixo do cotovelo e paralisia cerebral leve.
Nas etapas de ciclismo e corrida, atletas amputados podem utilizar próteses ou outros dispositivos de apoio aprovados.
Se enquadram nesta categoria os atletas que obtiverem uma pontuação entre 980,0 e 1091,9 pontos na avaliação de classificação.

– PTS5: Deficiências leves. 
Inclui atletas com comprometimentos como: deficiência nos membros, hipertonia, ataxia e/ou atetose, carência de força muscular e amplitude de movimentos diminuída, entre outros.
As condições de saúde comuns podem incluir amputado abaixo joelho, amputado abaixo do cotovelo e paralisia cerebral leve.
Nas etapas de ciclismo e corrida, atletas amputados podem utilizar próteses ou outros dispositivos de apoio aprovados.
Se enquadram nesta categoria os atletas que obtiverem uma pontuação entre 1092,0 e 1211,9 pontos na avaliação de classificação.

– PTVI: Deficiência Visual Total ou Parcial (IBSA / IPC definiu as sub-classes B1, B2 e B3): 
Inclui atletas que são totalmente cegos, de nenhuma percepção de luz em qualquer olho até alguns atletas com percepção de luz mínima (B1) e atletas com visão parcial (B2, B3). Um guia é obrigatório durante toda a prova e deve pedalar com uma bicicleta tandem durante o segmento do ciclismo.

Sobre o Projeto Próximo Passo

O projeto Próximo Passo tem como proposta estimular atletas esportivos de alto rendimento e oferecer estrutura e suporte técnico para os treinamentos. Para conseguir viabilizar esse projeto, é necessário o apoio de pessoas que acreditam que o esporte é um forte instrumento inclusivo. A equipe esportiva do Instituto já conquistou diversas medalhas com participação em importantes campeonatos nacionais e internacionais, além de contribuir com a participação de atletas na Seleção Brasileira e recentemente nas Paralimpíadas Rio 2016.

O projeto atualmente apoia 19 atletas, divididos nas seguintes modalidades: natação, paratriathlon, paraciclismo, remo, tiro, jui jitsu e atletismo.

Patrocinadores do Projeto Próximo Passo:

– Toyota
– SESVESP

Parceiros:
– LATAM
– Bodytech
– ASID

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