Equipe de natação do Instituto Mara Gabrilli (IMG) participa da Etapa Regional do Circuito Loterias Caixa 2017

27 de abril de 2017 | 22:06

Crédito: Cesar Cury

Nesta sexta-feira (28/4), começa a fase regional São Paulo do Circuito Loterias Caixa, onde competem atletas de natação e atletismo. O objetivo é alcançar índices para as etapas nacionais do Circuito, disputadas no segundo semestre. As provas das duas modalidades serão realizadas no Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, na capital paulista. Os atletas de natação apoiados pelo Projeto Próximo Passo, ação do Instituto Mara Gabrilli, marcarão presença na competição.

“Essa é a primeira prova do ano da nossa equipe de natação e a expectativa é que todos alcancem o índice técnico estabelecido pelo CPB para a primeira etapa da fase do Nacional”, comenta Tiago Gorgatti, técnico do IMG e responsável pela delegação.

Este ano, o IMG traz seis atletas na equipe de natação, com dois estreantes na água. Alexandra Buttel, que compete na classe S4, está ansiosa para sua estreia. Ela nadará nas provas de 50m costas, 50m livre, 100m livre e 200m livre. “Eu sempre amei nadar e agora que tenho a oportunidade de competir é maravilhoso! Eu espero muito alcançar meu índice para poder alcançar muitos mais objetivos”.

Nadando também pela primeira vez, Filipe dos Santos Magela disputará na categoria S6 nas provas de 100m costas e 50m livre e 100m livre. “Esta é minha primeira competição de natação e confesso não estar em meu melhor momento, mas espero uma boa prova nos 50m livre”.

Um dos principais destaques do IMG na competição, Maiara Barreto é a atual número 1 em suas provas no ranking nacional. A atleta compete na categoria S3 e esteve presente nos Jogos Paralimpicos Rio 2016. Recentemente, no Open Internacional Loterias Caixa, alcançou seu melhor tempo nos 100m livre e o segundo melhor tempo nos 50m costas.

“A grande vitória de Maiara foi ter baixado 6 segundos de seu melhor tempo nos 100m livre, sendo que seus melhores resultados foram obtidos nos Jogos Paralimpicos do Rio. Ou seja, podemos aguardar bons resultados neste regional de agora”, afirma Gorgatti.

Veterana da equipe, Lina Marinho se dedica à natação desde 1989, depois de ter amputado o braço e a perna esquerda após um acidente em que caiu nos trilhos de um trem. Ela está no Instituto Mara Gabrilli desde 2006 e vem se dedicando, principalmente, às fases do Circuito Loterias Caixa, onde se destaca na prova dos 50 metros borboleta. Neste ano, além de sua especialidade, Lina também competirá na classe S6 nas provas de 100m costas, 100m livre e 50m livre. “Cheguei recentemente de viagem, depois de um mês fora e sem treinar, mas vou dar o máximo de mim. Estou com a melhor das expectativas, pois nunca desisto dos meus objetivos”.

André Gomes dos Santos, que é cadeirante, encara duas provas consideradas bem difíceis no Circuito. Pela classe SB4 ele vai encarar os 100m peito e na SM5 ele nadará os 200m medley, prova em que os atletas  devem realizar quatro diferenciados estilos de natação de maneira seguida: borboleta, seguido de costas, peito e, por fim, o nado livre.”São provas fortes com índices difíceis, mas com muito treino e dedicação possíveis de serem alcançados”.

Acostumada a nadar desde os quatro anos, Janaina Ingrid da Silva tem paralisia cerebral e encontrou na natação uma terapia para se desenvolver. Ela é atleta do Instituto Mara Gabrilli há menos de um ano, mas sua trajetória em outros clubes é marcada por conquistas. Em 2012, em uma de suas primeiras competições oficiais, aos 15 anos, ela conseguiu duas medalhas no Circuito Caixa no Paraná, onde conseguiu também o índice para disputar o Nacional (2º Lugar nos 50m costas, 2º lugar nos 100m livre e 3º lugar nos 50m livre). No Regional deste ano, ela nadará na classe S5, nas provas de 50m costas, 100m livre e 50m livre.  “Nesse regional, além de fazer minha melhor marca pessoal, espero alcançar um novo ciclo de resultados em busca dos índice para a próxima fase”.

O Circuito Loterias Caixa é organizado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e patrocinado pelas Loterias Caixa. Este é o mais importante evento paralímpico nacional de atletismo, natação e halterofilismo. Composto por quatro fases regionais e três nacionais, tem como objetivo desenvolver as práticas desportivas em todos os municípios e estados brasileiros, além de melhorar o nível técnico das modalidades e dar oportunidades para atletas de elite e novos valores do esporte paralímpico do país.

Entenda as modalidades da natação paralímpica

S1: Lesão medular completa abaixo de C4/5, ou pólio comparado, ou paralisia cerebral quadriplégico severo e muito complicado
S2: Lesão medular completa abaixo de C6, ou pólio comparado, ou paralisia cerebral quadriplégico grave com grande limitação dos membros superiores
S3: Lesão medular completa abaixo de C7, ou lesão medular incompleta abaixo de C6, ou pólio comparado, ou amputação dos quatro membros
S4: Lesão medular completa abaixo de C8, ou lesão medular incompleta abaixo de C7, ou pólio comparado, ou amputação de três membros
S5: Lesão medular completa abaixo de T1-8, ou lesão medular incompleta abaixo de C8, ou pólio comparado, ou acondroplasia de até 130 cm com problemas de propulsão, ou paralisia cerebral de hemiplegia severa
S6: Lesão medular completa abaixo de T9-L1, ou pólio comparado, ou acondroplasia de até 130cm, ou paralisia cerebral de hemiplegia moderada
S7: Lesão medular abaixo de L2-3, ou pólio comparado, ou amputação dupla abaixo dos cotovelos, ou amputação dupla acima do joelho e acima do cotovelo em lados opostos
S8: Lesão medular abaixo de L4-5, ou pólio comparado, ou amputação dupla acima dos joelhos, ou amputação dupla das mãos, ou paralisia cerebral de diplegia mínima
S9: Lesão medular na altura de S1-2, ou pólio com uma perna não funcional, ou amputação simples acima do joelho, ou amputação abaixo do cotovelo
S10: Pólio com prejuízo mínimo de membros inferiores, ou amputação dos dois pés, ou amputação simples de uma mão, ou restrição severa de uma das articulações coxofemoral
S11/B1: Deficiência visual – nenhuma percepção luminosa em ambos os olhos a percepção de luz, mas com incapacidade de reconhecer o formato de uma mão a qualquer distância ou direção
S12/B2: Deficiência visual – capacidade em reconhecer a forma de uma mão a acuidade visual de 2/60 e/ou campo visual inferior a cinco graus
S13/: Deficiência visual – acuidade visual de 2/60 a acuidade visual de 6/60 e/ou campo visual de mais de cinco graus e menos de 20 graus

Sobre o Projeto Próximo Passo

O Projeto Próximo Passo do Instituto Mara Gabrilli tem o objetivo de estimular atletas do esporte de alto rendimento e oferece estrutura para os treinamentos e suporte técnico, por meio do apoio de empresas que acreditam no esporte como instrumento facilitador da inclusão de pessoas com deficiência. Atualmente, a ação apoia 13 atletas, divididos nas modalidades de natação, paraciclismo, remo, jiu jitsu e paratriathlon.

Crédito foto: Cesar Cury

 

 

 

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