Atletas do Instituto Mara Gabrilli são destaque na quarta etapa do Circuito Triday Series 2017

28 de setembro de 2017 | 20:55

Trio de atletas posam para foto em pé um ao lado do outro

Neste domingo (24/9), os atletas de triathlon do Instituto Mara Gabrilli, Edson Dantas, Rodrigo Feola e Sergio Silva marcaram presença no pódio na quarta etapa do Circuito Triday Series 2017, que aconteceu em Riacho Grande, distrito de São Bernardo do Campo, no ABCD paulista.

Edson Dantas comemora no pódioEdson Dantas, que disputou na modalidade olímpica, ficou em primeiro lugar na disputa na categoria PNE, onde disputam apenas atletas com deficiência, e no terceiro lugar na divisão de categoria por idade. Veterano do IMG, Dantas fez em um circuito que envolve as provas de 1,5km de natação, 40km de ciclismo e 10km de corrida.

Preparando-se para a disputa do Ironman, que acontece em outubro em Miami, o atleta ainda garantiu um ótimo tempo na disputa geral. “Consegui encaixar um bom ritmo de prova finalizando com tempo de 2:44. Agora é rumo ao Ironman em outubro!”, comemorou Dantas.

Rodrigo Feola e Sérgio Silva disputaram na categoria Sprint (750m de natação, 20km de ciclismo e 5km de corrida). Feola conquistou o 1º lugar na categoria PNE e o 2º no ranking geral. Apaixonado pelo triathlon desde os 17 anos, Feola tem baixa visão e durante muito tempo competiu com atletas sem deficiência até migrar para o ciclismo paraolímpico em 2008, onde colecionou títulos e tornou-se penta campeão brasileiro na categoria Tanden. Em 2011, no Extro Energy Triathlon – ITU World Championship, em Beijing, na China, sagrou-se campeão mundial da modalidade.

Também veterano, Sergio Silva não deixou a desejar. Ele conquistou o 2º lugar na disputa entre pessoas com deficiência e 2º lugar em sua categoria geral por idade. Com 50 anos e apenas 5% de mobilidade no membro superior direito, Sérgio Silva está no esporte há 20 anos – só no Triathlon já compete há 14. Apresentado ao IMG pelo também triatleta com deficiência, Edson Dantas, Silva já disputou o Ironman por duas vezes, além de representar o Brasil em várias provas Internacionais.

O Circuito Triday Series foi lançado este ano pela Unlimited Sports, organizadora de provas de Ironman no Brasil. O circuito contará com seis etapas no Estado de São Paulo, entre abril e dezembro: Riacho Grande, que abre o circuito, São Carlos e São Paulo, que terão duas etapas cada. A competição tem duas distâncias, Sprint – e Olímpico onde competiram – 1,5km/40km/10km, que visa dar opções para a prática do triatlo, envolvendo iniciantes e experientes.

No Paratriathlon, os atletas nadam 750 m, pedalam 20 km com handbikes (bicicleta para cadeirantes que se pedala com as mãos) ou tandem bike (bicicleta dupla para deficientes visuais) e mais 5 km de corrida, onde cadeirantes e paratletas com prótese/órtose usam cadeiras de corrida, dependendo da sua deficiência.

Sergio Silva e Feola comemoram no pódioEntenda as categorias do Paratriathlon

– PTHC: Usuários de cadeira de rodas
Os atletas devem usar uma handcycle no percurso do ciclismo e uma cadeira de rodas de corrida no segmento de corrida. Existem duas sub-classes, H1 (Mais prejudicada) e H2 (menos prejudicada);
Esses comprometimentos, entre outros, podem ser: carência de força muscular, deficiência nos membros, hipertonia, ataxia ou atetose. Condições de saúde comuns são as lesões da medula espinhal. Amputados acima do joelho e paralisia cerebral grave.
Para se enquadrar nessa categoria, os atletas devem ter uma pontuação de até 640,0 pontos na avaliação de classificação.

– PTS2: Deficiências graves
Inclui atletas com comprometimentos como: deficiência nos membros, hipertonia, ataxia e/ou atetose, carência de força muscular e amplitude de movimentos diminuída, entre outros. As condições de saúde comuns podem incluir: plexo braquial completo, amputado acima do cotovelo, dupla amputação abaixo do joelho e paralisia cerebral severa.
Nas etapas de ciclismo e corrida, atletas amputados podem utilizar próteses ou outros dispositivos de apoio aprovados.
Para se enquadrar nessa categoria, os atletas devem ter uma pontuação de até 909,9 pontos na avaliação de classificação.

– PTS3: Deficiências significativas
Inclui atletas com comprometimentos como: deficiência nos membros, hipertonia, ataxia e/ou atetose, carência de força muscular e amplitude de movimentos diminuída, entre outros. As condições de saúde comuns podem incluir: plexo braquial completo, amputado acima do cotovelo, dupla amputação abaixo do joelho e paralisia cerebral leve.
Nas etapas de ciclismo e corrida, atletas amputados podem utilizar próteses ou outros dispositivos de apoio aprovados.
A diferença em relação à categoria PTS2, é que na PTS3 se enquadram os atletas que obtiverem uma pontuação entre 910,0 e 979,9 pontos na avaliação de classificação.

– PTS4: Deficiências moderadas
Inclui atletas com comprometimentos como: deficiência nos membros, hipertonia, ataxia e/ou atetose, carência de força muscular e amplitude de movimentos diminuída, entre outros.
As condições de saúde comuns podem incluir amputado abaixo joelho, amputado abaixo do cotovelo e paralisia cerebral leve.
Nas etapas de ciclismo e corrida, atletas amputados podem utilizar próteses ou outros dispositivos de apoio aprovados.
Se enquadram nesta categoria os atletas que obtiverem uma pontuação entre 980,0 e 1091,9 pontos na avaliação de classificação.

– PTS5: Deficiências leves
Inclui atletas com comprometimentos como: deficiência nos membros, hipertonia, ataxia e/ou atetose, carência de força muscular e amplitude de movimentos diminuída, entre outros.
As condições de saúde comuns podem incluir amputado abaixo joelho, amputado abaixo do cotovelo e paralisia cerebral leve.
Nas etapas de ciclismo e corrida, atletas amputados podem utilizar próteses ou outros dispositivos de apoio aprovados.
Se enquadram nesta categoria os atletas que obtiverem uma pontuação entre 1092,0 e 1211,9 pontos na avaliação de classificação.

– PTVI: Deficiência Visual Total ou Parcial (IBSA / IPC definiu as sub-classes B1, B2 e B3)
Inclui atletas que são totalmente cegos, de nenhuma percepção de luz em qualquer olho até alguns atletas com percepção de luz mínima (B1) e atletas com visão parcial (B2, B3). Um guia é obrigatório durante toda a prova e deve pedalar com uma bicicleta tandem durante o segmento do ciclismo.

Sobre o Projeto Próximo Passo
O projeto Próximo Passo tem como proposta estimular atletas esportivos de alto rendimento e oferecer estrutura e suporte técnico para os treinamentos. Para conseguir viabilizar esse projeto, é necessário o apoio de pessoas que acreditam que o esporte é um forte instrumento inclusivo. A equipe esportiva do Instituto já conquistou diversas medalhas com participação em importantes campeonatos nacionais e internacionais, além de contribuir com a participação de atletas na Seleção Brasileira e recentemente nas Paralimpíadas Rio 2016.

O projeto atualmente apoia 21 atletas, divididos nas seguintes modalidades: natação, paratriathlon, paraciclismo, remo, tiro, jui jitsu e atletismo.

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